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Sorte ou azar?
Publicado em: 09/08/2011
Por: Kelma Mazziero
Apesar de estarmos no século XXI, muito se questiona (ainda!) a respeito dos oráculos e métodos de orientação ou aconselhamento. É comum ouvir perguntas sobre Tarô, Astrologia, Numerologia, Runas ou qualquer instrumento analítico. Ou seja, mesmo tendo a internet como um meio inequívoco de busca e informação, ainda existe dúvidas sobre o uso e validade desse tipo de conhecimento e consulta.
Os argumentos e contra-argumentos se repetem. Há quem diga que os profissionais que trabalham com orientação sempre afirmam as mesmas coisas, ou que disponibilizam assuntos de forma “genérica” para conseguirem “acertar” e impressionar o cliente, ou ainda que analisam o cliente e a partir disso conseguem “adivinhar” coisas para ganhar dinheiro fácil. Em contrapartida, a “defesa” alega que faz um trabalho honesto, preciso e legítimo. Às vezes, parece uma discussão sem fim.
Verdade seja dita: nenhum desses argumentos (ou contra argumentos) muda o fato. E fato é que qualquer método de análise – bem conduzido e interpretado por um profissional – funciona. Não muda nada tentar descobrir como (ou por que) um consulente tira a carta que realmente representa sua vida ou momento. Nem adianta desdenhar de quem consegue captar detalhes pessoais e importantes de uma análise do céu no momento em que se nasce. Muito menos resolveria criticar quem, somando números respectivos às letras do nome ou data de nascimento, consegue explicar tantas coisas de alguém. O fato é que funciona. Acreditar ou não é opcional, uma vez que o fato prova e comprova que qualquer método estudado é viável, funciona e faz sentido para quem o procura.
Por isso, tantos séculos após o surgimento (e aprimoramento) das técnicas oraculares e analíticas, é possível respeitá-las e solicitá-las em busca de respostas racionais, lógicas e – porque não? - esclarecedoras sobre a vida e o momento vivenciado. Já se foi o tempo em que um astrólogo era confundido com feiticeiro, ou que um tarólogo era tido como um adivinho, que o numerólogo era alguém diferente dos demais. O aconselhamento, a orientação e direcionamento realizados por um profissional competente são importantes e válidos para qualquer momento de vida. Não é preciso ser esotérico, místico, religioso, espiritualista ou conhecedor para encontrar, nessas ferramentas, grandes respostas e caminhos que direcionam – precisamente – uma pessoa para dentro dela mesma, estando consciente, superando obstáculos e desafios de forma madura e verdadeira.
Problema não escolhe status, condição social, raça ou credo. Todo indivíduo carrega consigo seus aprendizados e desafios, portanto, todos podem buscar a própria evolução. Não é uma questão de sorte ou azar, mas sim, de usar a fase vivida como um degrau que leva ao crescimento pessoal rumo ao auto conhecimento.
